a melhor obra
Para Arthur Miller a melhor obra não é a que repousa sob a luz tranquila de elogios nem a que atravessa o tempo sem levantar poeira - é a que observa do outro lado da página com os olhos de quem sabe o que falhámos dizer a que chama pelo nome antes de ser pensado escrevê-la é aproximar a mão do fogo aceitar a medida exacta da escala do nosso medo e quando terminamos sentimos silêncio e nele a obra permanece - viva - incómoda - terrível como a criança à espera de nos embaraçar