o mundo encolheu num écrã de vidro, distâncias que eram meses, são agora segundos, um clique em Lisboa, uma fábrica em Xangai, o mesmo café servido em mil línguas roupa confeccionada por mãos que não vemos viajam oceanos até tocar a pele, o dinheiro voa sem fronteira e asas enquanto culturas se cruzam e perdem uma canção nasce numa aldeia esquecida no dia seguinte toca em Nova Iorque, há quem pergunte entre écrã e luzes se ao ganhar o mundo perdemos o lugar onde nos sentávamos somos todos vizinhos, somos todos estranhos, ligados por cabos separados por muros, o planeta é uma casa de portas abertas e nem todos entram pelo mesmo preço e assim seguimos, te...